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Mercado imobiliário em Belo Horizonte: tendências para os próximos anos
Publicado em 05/Out/2026

Tendências do Mercado Imobiliário de BH 

Tendências do mercado imobiliário em Belo Horizonte: o que esperar para os próximos anos?

Se você acompanha o mercado imobiliário de BH, já deve ter notado que a cidade deixou de ser "aquela opção mais em conta perto de São Paulo e Rio" e virou protagonista nacional. Os dados mais recentes, atualizados até agosto de 2026, confirmam o que quem está no dia a dia do setor já vinha sentindo. Separamos os números mais relevantes  e explicados de um jeito simples para você entender o que vem por aí.

BH está entre as capitais que mais valorizam no Brasil 

O metro quadrado residencial de Belo Horizonte fechou julho de 2026 em R$10.676, segundo o Índice FipeZAP, o 11º valor mais alto entre as 56 cidades monitoradas pelo indicador. Nos  12 meses anteriores a  julho, a variação anual foi de +3,85%. 

Esse movimento não é uma linha crescente o tempo todo. O próprio Índice em questão já registrou altas e baixas nos preços em 2026. Por isso, é preciso avaliar as variações ao longo de vários meses, pois um único mês, isolado, pode não refletir o comportamento real do mercado. 

Imóveis maiores e bairros nobres lideram o índice de valorização

Um levantamento da Loft (empresa de tecnologia do setor imobiliário) mostrou que, nos cinco primeiros meses de 2026, os imóveis com mais de 125 m² lideraram a valorização em BH, com alta média de 23,6% — acima da média geral da cidade, que é de 19,6%. O tíquete médio nessa faixa já ultrapassa de R$1 milhão, o que reforça a força do segmento de médio e alto padrão na capital mineira.

A Savassi segue como um dos endereços mais valorizados de BH e do Brasil: segundo o FipeZAP, o metro quadrado do bairro chegou a R$ 17.722 em julho de 2026. Lourdes, Santo Agostinho, Funcionários, Santa Lúcia, Sion e Buritis também aparecem entre os bairros mais caros da cidade.

Além disso, a valorização não está limitada apenas ao eixo tradicional da Zona Sul. Por estudo da Loft, com base em mais de 77 mil anúncios ativos, comparando o primeiro semestre de 2025 com o de 2026, bairros fora dessa região também registraram altas expressivas, como o Santa Amélia, na região da Pampulha, que valorizou 26,1%, superando inclusive bairros tradicionalmente nobres como Lourdes, que valorizou 17,8% e Savassi, para +12,9%.

Selic em queda: o que isso muda no seu planejamento 

Entre os fatores que devem influenciar o mercado imobiliário nos próximos meses, o comportamento da Selic merece atenção especial. A taxa básica de juros exerce influência direta sobre o custo do crédito e, consequentemente, sobre as condições de financiamento para a compra de imóveis.

Após atingir 15% ao ano no fim de 2025, a Selic entrou em trajetória de queda e acumula cinco reduções consecutivas, chegando a 13,75% ao ano em setembro de 2026.

Para os próximos meses, as expectativas reunidas pelo Boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central com as projeções de instituições do mercado financeiro, apontam para uma Selic de 13,50% ao ano ao final de 2026.

Isso não significa que o financiamento fica mais barato da noite para o dia. O repasse da queda da Selic para as taxas de crédito imobiliário costuma ser gradual, levando algum tempo para aparecer de fato nas condições oferecidas pelos bancos.

Mas a trajetória dos juros merece atenção: quanto mais a Selic cede, maior tende a ser o espaço para condições de crédito mais favoráveis, o que pode estimular a demanda de compradores que adiaram a decisão de compra diante do cenário de juros elevados.

Copa do Mundo e eleições presidenciais podem afetar decisão de compra

 

Em ano de eleição, o calendário eleitoral aumenta a incerteza sobre os rumos da economia — juros, impostos, regras de crédito — nos próximos anos. Diante de uma decisão de alto valor e longo prazo, é natural que parte das famílias prefira esperar mais clareza antes de assumir o compromisso (entenda o efeito da incerteza eleitoral nas decisões de compra). Já a Copa do Mundo pesa menos na decisão em si e mais no timing: durante os jogos, imobiliárias registram queda pontual nos atendimentos, mas o efeito costuma ser neutralizado com estratégias de recontato, e o resultado das vendas segue muito mais atrelado a fatores macro, como Selic e crédito, do que ao calendário esportivo (veja a análise completa).

 

Uma pesquisa da Loft com a Offerwise, feita com moradores de Minas Gerais, dá números a esse comportamento: 34% dos mineiros afirmam que podem antecipar ou adiar a compra de um imóvel por causa das eleições, mas a maioria desse grupo (56%) diz que vai manter os planos como estavam. Ou seja: o cenário eleitoral mexe mais no timing de quem compra do que na decisão de comprar em si.

 

Vale lembrar também do contexto da Copa do Mundo, encerrada em julho: uma pesquisa da Loft/Offerwise feita durante o torneio mostrou que 40% de quem pretendia negociar um imóvel em 2026 chegou a ajustar os planos por causa do evento: 18% anteciparam, 12% adiaram, e a maioria (49%) manteve o cronograma original.

 

Existe outro ponto que deve ser observado, o próprio aumento no valor dos imóveis: o preço médio subiu 4% no primeiro trimestre, para R$ 689,9 mil, o que é uma boa notícia tanto para quem já é proprietário (mais um sinal de valorização do patrimônio) quanto para quem está comprando agora, já que o imóvel entra valorizado desde o início do investimento. Por outro lado, isso também significa que quem está comprando precisa de mais capital para dar entrada, o que naturalmente esfria parte da demanda, independentemente de eleição ou Copa. A soma desses fatores ajuda a explicar a queda de 9,8% no volume de imóveis vendidos em BH no início do ano (6.672 unidades, ante 7.397 no mesmo período de 2025).

 

Mesmo com esse ajuste pontual, a leitura do setor é de otimismo: a expectativa é de aceleração das negociações no segundo semestre, período que historicamente concentra mais vendas, somada à expectativa de condições de crédito mais favoráveis e à demanda reprimida das famílias que seguraram a decisão de compra. O Sinduscon-MG projeta que o mercado de BH cresça pelo menos 10% ao longo de 2026, repetindo o desempenho de 2025, quando a capital e Nova Lima somaram 7.545 unidades vendidas e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 7,87 bilhões. 

 

Do lado da construção, vale ficar de olho nos custos: os insumos essenciais acumulam alta de cerca de 7% em Minas Gerais nos últimos 12 meses, pressionados também por instabilidades internacionais, o que pode impactar o ritmo de novos lançamentos e, consequentemente, a oferta futura. 



O que esperar para os próximos anos

Juntando os pontos, três tendências devem seguir moldando o mercado imobiliário de BH:

  • Verticalização e valorização de regiões com boa infraestrutura continuam avançando, com a Zona Sul (Savassi, Funcionários, Lourdes, Serra) mantendo protagonismo no alto padrão, enquanto bairros periféricos ganham força em ritmo de valorização.
  • Imóveis maiores e de mais alto padrão devem seguir puxando a valorização média da cidade, reflexo de uma demanda mais qualificada e menos sensível a oscilações de curto prazo.
  • Crédito mais acessível ao longo de 2026 e 2027, na medida em que a queda da Selic for repassada às taxas de financiamento, deve destravar decisões que hoje estão represadas, tanto de quem quer comprar para morar quanto de quem enxerga o imóvel como investimento. Mas isto depende do contínuo movimento de queda da Selic. 

 

Por que Belo Horizonte continua sendo uma aposta segura 

Mesmo com um primeiro semestre marcado por cautela, entre eleições, custos de construção em alta e uma Copa do Mundo que já ficou para trás, os fundamentos do mercado imobiliário de Belo Horizonte seguem sólidos: valorização consistente, rentabilidade acima da média nacional e uma cidade que segue atraindo investidores de outras praças. Os números mostram que quem esperou o momento "ideal" para investir pode estar deixando dinheiro na mesa: BH já provou, ano após ano, que a espera raramente compensa.

Para a Equipe 1, investir em imóveis continua sendo uma das formas mais seguras de proteger e multiplicar patrimônio, desde que a decisão seja bem acompanhada por quem conhece o mercado local, entende os ciclos de cada região e transforma dados em estratégia. E você, já parou para pensar se o seu dinheiro está no lugar certo para crescer nos próximos anos?

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Mercado imobiliário em Belo Horizonte: tendências para os próximos anos
Publicado em 05/Out/2026

Tendências do Mercado Imobiliário de BH 

Tendências do mercado imobiliário em Belo Horizonte: o que esperar para os próximos anos?

Se você acompanha o mercado imobiliário de BH, já deve ter notado que a cidade deixou de ser "aquela opção mais em conta perto de São Paulo e Rio" e virou protagonista nacional. Os dados mais recentes, atualizados até agosto de 2026, confirmam o que quem está no dia a dia do setor já vinha sentindo. Separamos os números mais relevantes  e explicados de um jeito simples para você entender o que vem por aí.

BH está entre as capitais que mais valorizam no Brasil 

O metro quadrado residencial de Belo Horizonte fechou julho de 2026 em R$10.676, segundo o Índice FipeZAP, o 11º valor mais alto entre as 56 cidades monitoradas pelo indicador. Nos  12 meses anteriores a  julho, a variação anual foi de +3,85%. 

Esse movimento não é uma linha crescente o tempo todo. O próprio Índice em questão já registrou altas e baixas nos preços em 2026. Por isso, é preciso avaliar as variações ao longo de vários meses, pois um único mês, isolado, pode não refletir o comportamento real do mercado. 

Imóveis maiores e bairros nobres lideram o índice de valorização

Um levantamento da Loft (empresa de tecnologia do setor imobiliário) mostrou que, nos cinco primeiros meses de 2026, os imóveis com mais de 125 m² lideraram a valorização em BH, com alta média de 23,6% — acima da média geral da cidade, que é de 19,6%. O tíquete médio nessa faixa já ultrapassa de R$1 milhão, o que reforça a força do segmento de médio e alto padrão na capital mineira.

A Savassi segue como um dos endereços mais valorizados de BH e do Brasil: segundo o FipeZAP, o metro quadrado do bairro chegou a R$ 17.722 em julho de 2026. Lourdes, Santo Agostinho, Funcionários, Santa Lúcia, Sion e Buritis também aparecem entre os bairros mais caros da cidade.

Além disso, a valorização não está limitada apenas ao eixo tradicional da Zona Sul. Por estudo da Loft, com base em mais de 77 mil anúncios ativos, comparando o primeiro semestre de 2025 com o de 2026, bairros fora dessa região também registraram altas expressivas, como o Santa Amélia, na região da Pampulha, que valorizou 26,1%, superando inclusive bairros tradicionalmente nobres como Lourdes, que valorizou 17,8% e Savassi, para +12,9%.

Selic em queda: o que isso muda no seu planejamento 

Entre os fatores que devem influenciar o mercado imobiliário nos próximos meses, o comportamento da Selic merece atenção especial. A taxa básica de juros exerce influência direta sobre o custo do crédito e, consequentemente, sobre as condições de financiamento para a compra de imóveis.

Após atingir 15% ao ano no fim de 2025, a Selic entrou em trajetória de queda e acumula cinco reduções consecutivas, chegando a 13,75% ao ano em setembro de 2026.

Para os próximos meses, as expectativas reunidas pelo Boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central com as projeções de instituições do mercado financeiro, apontam para uma Selic de 13,50% ao ano ao final de 2026.

Isso não significa que o financiamento fica mais barato da noite para o dia. O repasse da queda da Selic para as taxas de crédito imobiliário costuma ser gradual, levando algum tempo para aparecer de fato nas condições oferecidas pelos bancos.

Mas a trajetória dos juros merece atenção: quanto mais a Selic cede, maior tende a ser o espaço para condições de crédito mais favoráveis, o que pode estimular a demanda de compradores que adiaram a decisão de compra diante do cenário de juros elevados.

Copa do Mundo e eleições presidenciais podem afetar decisão de compra

 

Em ano de eleição, o calendário eleitoral aumenta a incerteza sobre os rumos da economia — juros, impostos, regras de crédito — nos próximos anos. Diante de uma decisão de alto valor e longo prazo, é natural que parte das famílias prefira esperar mais clareza antes de assumir o compromisso (entenda o efeito da incerteza eleitoral nas decisões de compra). Já a Copa do Mundo pesa menos na decisão em si e mais no timing: durante os jogos, imobiliárias registram queda pontual nos atendimentos, mas o efeito costuma ser neutralizado com estratégias de recontato, e o resultado das vendas segue muito mais atrelado a fatores macro, como Selic e crédito, do que ao calendário esportivo (veja a análise completa).

 

Uma pesquisa da Loft com a Offerwise, feita com moradores de Minas Gerais, dá números a esse comportamento: 34% dos mineiros afirmam que podem antecipar ou adiar a compra de um imóvel por causa das eleições, mas a maioria desse grupo (56%) diz que vai manter os planos como estavam. Ou seja: o cenário eleitoral mexe mais no timing de quem compra do que na decisão de comprar em si.

 

Vale lembrar também do contexto da Copa do Mundo, encerrada em julho: uma pesquisa da Loft/Offerwise feita durante o torneio mostrou que 40% de quem pretendia negociar um imóvel em 2026 chegou a ajustar os planos por causa do evento: 18% anteciparam, 12% adiaram, e a maioria (49%) manteve o cronograma original.

 

Existe outro ponto que deve ser observado, o próprio aumento no valor dos imóveis: o preço médio subiu 4% no primeiro trimestre, para R$ 689,9 mil, o que é uma boa notícia tanto para quem já é proprietário (mais um sinal de valorização do patrimônio) quanto para quem está comprando agora, já que o imóvel entra valorizado desde o início do investimento. Por outro lado, isso também significa que quem está comprando precisa de mais capital para dar entrada, o que naturalmente esfria parte da demanda, independentemente de eleição ou Copa. A soma desses fatores ajuda a explicar a queda de 9,8% no volume de imóveis vendidos em BH no início do ano (6.672 unidades, ante 7.397 no mesmo período de 2025).

 

Mesmo com esse ajuste pontual, a leitura do setor é de otimismo: a expectativa é de aceleração das negociações no segundo semestre, período que historicamente concentra mais vendas, somada à expectativa de condições de crédito mais favoráveis e à demanda reprimida das famílias que seguraram a decisão de compra. O Sinduscon-MG projeta que o mercado de BH cresça pelo menos 10% ao longo de 2026, repetindo o desempenho de 2025, quando a capital e Nova Lima somaram 7.545 unidades vendidas e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 7,87 bilhões. 

 

Do lado da construção, vale ficar de olho nos custos: os insumos essenciais acumulam alta de cerca de 7% em Minas Gerais nos últimos 12 meses, pressionados também por instabilidades internacionais, o que pode impactar o ritmo de novos lançamentos e, consequentemente, a oferta futura. 



O que esperar para os próximos anos

Juntando os pontos, três tendências devem seguir moldando o mercado imobiliário de BH:

  • Verticalização e valorização de regiões com boa infraestrutura continuam avançando, com a Zona Sul (Savassi, Funcionários, Lourdes, Serra) mantendo protagonismo no alto padrão, enquanto bairros periféricos ganham força em ritmo de valorização.
  • Imóveis maiores e de mais alto padrão devem seguir puxando a valorização média da cidade, reflexo de uma demanda mais qualificada e menos sensível a oscilações de curto prazo.
  • Crédito mais acessível ao longo de 2026 e 2027, na medida em que a queda da Selic for repassada às taxas de financiamento, deve destravar decisões que hoje estão represadas, tanto de quem quer comprar para morar quanto de quem enxerga o imóvel como investimento. Mas isto depende do contínuo movimento de queda da Selic. 

 

Por que Belo Horizonte continua sendo uma aposta segura 

Mesmo com um primeiro semestre marcado por cautela, entre eleições, custos de construção em alta e uma Copa do Mundo que já ficou para trás, os fundamentos do mercado imobiliário de Belo Horizonte seguem sólidos: valorização consistente, rentabilidade acima da média nacional e uma cidade que segue atraindo investidores de outras praças. Os números mostram que quem esperou o momento "ideal" para investir pode estar deixando dinheiro na mesa: BH já provou, ano após ano, que a espera raramente compensa.

Para a Equipe 1, investir em imóveis continua sendo uma das formas mais seguras de proteger e multiplicar patrimônio, desde que a decisão seja bem acompanhada por quem conhece o mercado local, entende os ciclos de cada região e transforma dados em estratégia. E você, já parou para pensar se o seu dinheiro está no lugar certo para crescer nos próximos anos?

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